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Semana Nacional da Conciliação, mais uma operação enxuga gelo.

 

Anualmente o TJ-PI realiza, por orientação do CNJ, a semana Nacional da Conciliação, onde colocam em pauta vários processos na tentativa de realizarem acordos e finalizarem a demanda.

Infelizmente, mesmo diante do déficit de servidores, a atual coordenação da operação desenvolveu uma metodologia pra lá de interessante. Mesmo com a desumana carga de trabalho realizada pelos Oficiais de Justiça da Central de Mandados, inicialmente foram retirados 5 Oficiais de Justiça para darem cabo a uma demanda de aproximadamente 2000 (dois mil) atos de comunicação, sem qualquer estrutura e operacionalidade.

Diante do absurdo, a diretoria do SINDOJUS/PI procurou interceder no caso no intuito de sugerir soluções que possibilitassem a efetividade da operação, já que preliminarmente nunca foram procurados pelos “iluminados” organizadores do projeto.

Como se não bastasse, descobrimos que a demanda se trata tão somente de CARTAS-CONVITE, procedimento do qual deveria ser realizado via postal, como todos os anos se concretiza.

O resultado é dramático, pois além da demanda não ser de atribuição do Oficial de Justiça, ainda retiraram tais profissionais da Central de Mandados causando grandes prejuízos à demanda ordinária, submetendo a uma extenuante carga e jornada de trabalho a quem já estava sobrecarregado.

Enquanto isso, observamos diversos casos, por inúmeras vezes denunciados, de Oficiais de Justiça em desvio de função ou mesmo subutilizados em pseudas lotações, sob o manto do apadrinhamento e compadrio da administração pública.

Em que pese a ineficiência da prestação jurisdicional regular, ocasionada pela falta de servidores e magistrados, o que tem colocado o TJ-PI como um dos mais ineficientes do país, a categoria dos oficiais de justiça e a sua entidade representativa sempre colaboraram na realização de políticas voltadas para modificar esse cenário, como: METAS DO CNJ, MUTIRÕES E ESFORÇOS CONCENTRADOS DE TODA NATUREZA. Ressalva-se que em todas as oportunidades, quando fomos chamados a participar efetivamente desde o início da organização de tais projetos, colaboramos positivamente para o êxito, tendo sido, inclusive, merecedores de votos de louvor do Conselho Nacional de Justiça - CNJ.  

Chegou a hora de se priorizar o modelo de gestão capaz de fazer funcionar a coisa pública, ouvindo, dialogando, recebendo sugestões de todos os agentes públicos envolvidos, pois não se concebe, nos dias atuais, um modelo de gestão fechado, que apenas ordena impositivamente a realização de atos e missões sem qualquer organização e processo dialético entre os envolvidos, sob pena de continuarmos realizando medidas paliativas sem efetividade, tratando a exceção como regra.

            ENQUANTO ISSO OFICIAIS DE JUSTIÇA, VAMOS ENXUGAR ESSE GELO!!

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